Codesp distribui maior dividendos de sua história a acionistas e PLR a empregados
08/03/2013 às 08:30:41

Codesp distribui maior dividendos de sua história a acionistas e PLR a empregados

A Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) distribuirá R$ 47,3 milhões a título de dividendos a seus acionistas e R$ 11,9 milhões a seus empregados, por conta de participação no resultado econômico que a empresa obteve em 2012, o maior lucro de sua história: R$ 199,3 milhões. O lucro bruto da Codesp foi de R$ 363,1 milhões.

Alencar Costa, diretor de Administração e Finanças, comemora o superávit, revelando que todo esforço despendido ao longo desses últimos 6 anos foram gratificantes, pois a CODESP reverteu um prejuízo de R$ 119,2 milhões em 2006 para um lucro de R$ 199,3 milhões em 2012.

Outro aspecto que deve ser registrado é que, durante esses seis anos de gestão sobre orientação da Secretaria de Portos, a Codesp acumulou um Lucro Líquido no montante de R$ 474,7 milhões, dos quais foram distribuídos R$ 94,7 milhões a título de Dividendos e ou Juros S/Capital Próprio aos acionistas, dos quais 99,97% foram para a UNIÃO e R$ 23,7 milhões de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) aos empregados.

O Resultado Econômico apresentou um crescimento expressivo que, devido à manutenção de lucros anuais (de 2007 a 2012), assegurou uma rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido no mesmo patamar, atingindo 16,45% no período de 2007 a 2012 e, se comparado com 2011, registra um aumento de 131,35%.

O diretor diz que “o desempenho do Patrimônio Líquido da Codesp, no período (165,34 %), reflete o esforço da gestão atual em buscar o saneamento de seus encargos, a redução dos gastos correntes e do Passivo Acumulado, seja de caráter judicial (ações cíveis e trabalhistas) ou financeiro (empréstimos), além de uma expressiva alavancagem do Ativo Circulante, com recebimentos considerados perdidos e uma nova modelagem de licitação de áreas arrendadas”.

Costa destaca que tais resultados são fruto de um trabalho austero nos gastos, no período mencionado, aliado a um planejamento mais rigoroso das inversões nos investimentos em infraestrutura; de mudança no modelo de licitação das áreas arrendadas; de um rígido controle das contas a receber e das ações judiciais; uma efetiva busca aos valores a receber que estavam em segundo plano e uma procura eficiente de revisão do passivo da empresa. O diretor, explica que essa performance ocorreu em um momento de forte desaceleração na economia mundial, que teve início em 2008, com reflexos na atividade econômica do Brasil. “Apesar da conjuntura enfrentada, a CODESP obteve resultados expressivos”, comenta o diretor.

Do saldo do Fluxo de Caixa do Porto de Santos de R$ 444,4 milhões, em 31/12/2012, R$ 236,9 milhões se referem a aplicações financeiras de recursos próprios e R$ 197,8 milhões a recursos do Tesouro Nacional depositados na Conta Única da CODESP, no SIAFI (Sistema Integrado de Aplicação Financeira), a serem injetados em investimentos.

O resultado alcançado foi fruto de uma gestão efetiva para redução do Passivo, aliada a nova sistemática de licitação das áreas arrendadas, bem como a recuperação de créditos de difícil solução como os da COSIPA/USIMINAS (R$ 138,0 milhões), o ressarcimento das antecipações feitas as Hidrovias (R$ 22,0 milhões) e da dívida da extinta Rede Ferroviária Federal (R$ 7,0 milhões), atingidos durante o período da gestão conjunta com a SEP.

Alencar Costa explica que o aumento de 7,6% na movimentação de cargas, em 2012, que totalizou 104,5 milhões toneladas, produziu impacto na receita da empresa, resultando em um crescimento da ordem de 12,12% no resultado das demonstrações financeiras, que representa um diferencial de 4,52 pontos percentuais acima do registrado nas operações de mercadorias. “Esse diferencial é produzido pela variação de 7,81% do IGPM médio, que reajusta os contratos de arrendamento anualmente, e redução dos encargos financeiros incidentes sobre os parcelamentos tributários” complementa. (Fonte)